Elenco: Takashi Shimura (Kambei Shimada), Toshirô Mifune (Kikuchiyo), Yoshio Inaba (Gorobei Katayama), Seiji Miyaguchi (Kyuzo), Minoru Chiaki (Heihachi Hayashida), Daisuke Katô (Shichiroji), Isao Kimura (Katsushiro), Kamatari Fujiwara (Manzo), Kokuten Kodo (Gisaku), Bokuzen Hidari (Yohei), Yoshio Kosugi (Mosuke), Yoshio Tsuchiya (Rikichi), Keiji Sakakida (Gasaku) e muitos outros.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Os Sete Samurais - ***** de *****
Elenco: Takashi Shimura (Kambei Shimada), Toshirô Mifune (Kikuchiyo), Yoshio Inaba (Gorobei Katayama), Seiji Miyaguchi (Kyuzo), Minoru Chiaki (Heihachi Hayashida), Daisuke Katô (Shichiroji), Isao Kimura (Katsushiro), Kamatari Fujiwara (Manzo), Kokuten Kodo (Gisaku), Bokuzen Hidari (Yohei), Yoshio Kosugi (Mosuke), Yoshio Tsuchiya (Rikichi), Keiji Sakakida (Gasaku) e muitos outros.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Filmes assistidos em Setembro e na primeira quinzena de Outubro
Creio que não seja nem ao menos necessário dizer ao leitor o quão atrasadas estão as publicações deste blog, não é mesmo? Mas vejo-me na obrigação mais do que moral de pedir desculpas a quem acompanha com regularidade este espaço na web pelo longo intervalo que passei sem publicar absolutamente nada por aqui. A justificativa? A mesma de sempre, falta de tempo.
Destarte, estou aproveitando o meu primeiro fôlego nestes últimos dois meses para dar uma satisfação ao leitor e realizar a publicação mensal das resenhas dos filmes assistidos por mim neste período de tempo.
Outra coisa que eu almejava comentar, dava como certa a possibilidade de abandonar este servidor e passar a utilizar o do UOL que oferece um espaço destinado à propagandas capaz de serem convertidas em dinheiro ao proprietário do blog. Fiz minha proposta ao portal Universo On-Line e a mesma fora aceita, contudo, achei a interface do website pouco dinâmica e prática, diferentemente da interface oferecida pelo Blogspot do portal Google que é simplesmente fenomenal.
Por estas e outras, negociarei com o Google a possibilidade deste financiar o Cine-Phylum e, caso entremos em acordo, desistirei da idéia de migrar para o UOL.
Sem mais delongas, seguem abaixo as nano-críticas dos longas por mim assistidos no mês de setembro e na primeira quinzena do mês de outubro.
01 – Hellboy II – O Exército Dourado (2008). Nota: 7,5.
"Tendo como maior argumento a seu favor os motivos pelos quais o seu principal antagonista é impulsionado, “Hellboy II - O Exército Dourado” acaba falhando ao não desenvolver de uma forma mais ampla e complexa o vilão da estória, extraindo assim uma atuação involuntariamente caricata por parte de Luke Goss. Em contrapartida, os demais personagens do filme são explorados de um modo deveras satisfatório, em especial no que diz respeito à dinâmica efervescida entre eles, e todos os demais atores rendem atuações convincentes. A direção de Guilhermo del Toro é satisfatória, principalmente quando utiliza a soberba direção de arte de Peter Francis a fim de dar vida a criaturas e locais verdadeiramente fantásticos (e neste caso, a palavra “fantásticos” assume caráter ambíguo), mas o diretor falha ao não conseguir criar ângulos realmente cativantes com a sua câmera, algo que poderia dar mais vivacidade às cenas de ação inseridas no longa. E falando em tais seqüências de ação, é uma pena que as mesmas, apesar de serem muitíssimo bem distribuídas ao longo da projeção, não consigam cativar tanto durante os dois primeiros atos, uma vez que raramente põem em risco à vida do protagonista."
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02 – O Nevoeiro (2008). Nota: 8,0.
"As qualidades deste longa jamais se resumem ao ótimo trabalho do cineasta francês responsável por “Um Sonho de Liberdade”. Ao passo em que a trama se desenrola, o mesmo roteiro, que no início parecia não criar o clima tenso necessário com o propósito de cativar o espectador, nos insere em situações cada vez mais inquietantes. Outro acerto grandessíssimo de Darabont (e agora, refiro-me ao mesmo como roteirista, e não diretor) é a maneira como este decidiu abordar cada personagem. Se a estória por si só, já não é das melhores, ao menos os personagens que a compõem se mostram interessantes o bastante."
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03 – A Lista de Schindler (1993). Nota: 10,0.
"“A Lista de Schindler” é um filme praticamente perfeito (exceto em seu primeiro ato, parte em que o longa tem muito pouco ritmo, mas os outros dois atos são tão perfeitos que a falta de ritmo contida no primeiro acaba sendo inteiramente perdoada), onde todos os realizadores parecem ter se esforçado ao máximo a fim de obter um magnífico resultado final, que é justamente o que acaba acontecendo. A direção de Spielberg é detalhista e não contém quaisquer apelos que seja, as atuações do elenco não poderiam ser melhores, o roteiro de Zaillian foi perfeitamente bem adaptado do livro, a trilha-sonora de Williams está entre as melhores e mais tristes da história do Cinema e a fotografia em preto e branco de Kaminski realça ainda mais a melancolia que a película almeja nos passar."
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04 – Yojimbo, o Guarda-Costas (1961). Nota: 9,0.
"A direção de Akira Kurosawa, como sempre, está perfeita. É incrível vermos como o diretor é capaz de criar ângulos excepcionais com a sua câmera e mais impressionante ainda é podermos notar a maneira eficiente com que ele “casa” diversos aspectos do longa, fazendo com que todos andem em perfeita harmonia. Ou melhor, todos não, quase todos. "
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05 – Os Sete Samurais (1954). Nota: 10,0.
"Considerado pela grande maioria dos cinéfilos e dos profissionais da área o mais completo filme oriental de todos os tempos, “Os Sete Samurais” vai, na realidade, muito além disso. O longa magistralmente dirigido por Kurosawa se revela uma experiência inigualável e única na vida de quem o assiste (e por mais que o seu remake estadunidense “Sete Homens e Um Destino” seja ótimo, ele jamais se equipara a este longa em questão), além de ser uma sessão inquestionavelmente obrigatória a todo o indivíduo que almeja ter um conhecimento, no mínimo, aceitável sobre o Cinema asiático e, por que não dizer, mundial."
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06 – Violência Gratuita (2008). Nota: 8,0.
"Além de realizar soberbamente uma abordagem filosófica e sociológica sobre a violência, Haneke se mostrou capaz de criar um suspense verdadeiramente tenso, inovador e original. Sua direção é soberba e conta com ângulos excepcionais e o elenco se mostra fantástico e extremamente entrosado. O longa só falha no que diz respeito à falta de propósito de sua existência, uma vez que, em 1997, o mesmo Michael Haneke roteirizou e dirigiu um filme com o mesmo nome, a mesma estória, os mesmos personagens, enfim, um filme exatamente igual a este, quadro a quadro, diálogo a diálogo, centímetro a centímetro. Seria isso uma empreitada realizada com o intento de fazer com que o público estadunidense vá aos cinemas assistir a sua obra-prima falada na língua da terra do Tio Sam, uma vez que, de tão ociosa e preguiçosa que aquela raça é, eles raramente assistiriam ao longa original pelo simples fato deste ser legendado? Pode apostar que sim."
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07 – Super-Heróis – A Liga da Injustiça (2005). Nota: 0,0.
"Perda de tempo (e dinheiro, diga-se) é tudo o que você obterá assistindo a esta bomba em larga escala. Contando com um roteiro que consegue a façanha de despejar em seus espectadores uma piada sem graça a cada três segundos, “Super-Heróis – A Liga da Injustiça” (por um acaso já comentei que este é o pior título que os tradutores nacionais já adotaram a uma obra cinematográfica estrangeira?) se revela um forte candidato a faturar os principais prêmios da próxima edição do Framboesa de Ouro, especialmente no que diz respeito a pior roteiro."
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08 – As Duas Faces da Lei (2007). Nota: 4,0.
"Frustrante. Esta palavra define bem a sensação que se tem ao terminar de assistir a este “As Duas Faces da Lei” no cinema. Toda a expectativa gerada em volta do retorno da dupla Pacino e De Niro (eles atuaram juntos pela primeira vez no thriller “Fogo Contra Fogo”, há 13 anos, desde então, jamais voltaram a repetir a dose) fora por água abaixo, gerando um filme constituído por uma sinopse bastante interessante, mas trabalhada de maneira extremamente artificial pelo roteiro (que conta com o final mais forçado dos últimos tempos), que acaba se salvando ligeiramente graças às atuações de seus protagonistas e à direção de Jon Avnet que, embora se revele extremamente irregular durante o desenrolar da trama, confere bastante ritmo ao longa durante o seu primeiro ato."
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09 – Busca Implacável (2008). Nota: 6,0.
“Busca Implacável” é o típico filme que certamente não irá acrescentar nada de especial em sua vida, e você provavelmente irá se esquecer deste minutos após o término da sessão, mas não há como negar que o mesmo se revela um bom passatempo e, em muitos casos, só isso já basta."
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10 – Vôo Noturno (2005). Nota: 7,5.
“Cillian Murphy encarna um psicopata com total maestria e a sua atuação se mostra consistente, forte e cativante o bastante para segurar o público até o desfecho da trama. É justamente de seu trabalho que emana a maior qualidade de “Vôo Noturno”. Rachel MacAdams também se sai muito bem encarnando a protagonista e vítima da estória e o enredo consegue conferir uma tensão bastante regular no espectador. Entretanto, o longa falha gravemente nos quesitos efeitos visuais e trilha-sonora. Os primeiros, se mostram apenas razoáveis quando deveriam ter sido melhor trabalhados a fim de atribuir um tom de verossimilhança mais acentuado à trama e a segunda decepciona ao realizar a batida tentativa de assustar o espectador utilizando acordes pesados toda vez que os vilões apresentam perigo. O roteiro também falha algumas vezes quando passa a depender de certas coincidências para funcionar. No mais, “Vôo Noturno” se revela um ótimo e, é claro, tenso passatempo.”
Não foi redigida a crítica deste longa.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Crítica - Os Sete Samurais
Como a cultura oriental é interessante...Não concordam que nós,aqui no ocidente deveriamos ter mais contato com o cinema que vem do outro lado do mundo?Figurinos e danças exóticas aos nossos olhos,o oriente sempre me encantou,em 1954 um homem chamado Akira Kurasawa fez o cinema se encantar com ele,um diretor que influenciou lendas como Steven Spielberg,George Lucas,Francis Ford Coppola ou Martin Scorsese,mostrou o brilho do oriente e fez o seu cinema se chocar com o cinema ocidental.Resultado?"Os Sete Samurais".Um filme que permance em sua cabeça por anos a fio,enche seus olhos e não vão estranhar se também arrebatar seu coração
Crítica:
Durante o Japão no período feudal,uma vila indefesa é constantemente atacada por bandidos,que roubam toda a sua comida e acabam com todas as plantações que os pobres moradores passaram tempos plantando.A decisão era clara:aquilo não poderia continuar e em reuniões acharam a solução:contratar um excepcional samurai para defendê-los de outros ataques,o pagamento era só estadia e comida,mas o trabalho veio de bom agrado.Com um argumento desse a obra prima de Akira Kurosawa se inicia em uma majestosa estória que vai encantar qualquer pessoa pelos próximos 206 minutos de duração.A estória principal vai sendo desenvolvida de forma brilhante,e muitas cenas vão sendo marcadas em nossa cabeça,como a seleção dos outros seis samurais que vão ajudar o grande samurai Kambei(assim como uma espécie de ovelha desgarrada entre eles,que constantemente rouba a cena),a dificuldade que eles têm de preparar uma vila inteira para lutar conta os bandidos e tentam transformar a vila em uma só.Era preciso união antes de tudo,como a vila toda tenta esconder suas mulheres com medo de uma possível sedução por parte dos samurais(e como eles as encontram),os constantes ataques fracassdos dos bandidos e vamos acompanhando isso até chegar ao grande clímax na fatídica seqüência na chuva.
O épico criado é dos melhores.A estória é intensa,criando várias discussões filosoficas e imagens brilhantes,Kurosawa faz cenas incríveis,filma bem as paisagens naturais e mostra a grande beleza daquele seu país,o mais interessantes são sua revoluções para o cinema:cenas de paisagens rurais entram em contrastes com cenas violentas,os figurinos exóticos dão um toque charmoso,fazendo de tal filme um espetáculo aos olhos humanos
E espetáculo maior vem para nossa mente,o que levaria sete samurais a aceitar um trabalho com um pagamento tão baixo?Necessidade ou questões filosoficas?Haveriam ainda justiceiros no mundo disposto a ajudar?E o mais interessante vem em seguida.40 grandes ladrões com arma das mais modernas,tentam em várias investidas atacar a vila,mas bastam apenas sete samurais para vencê-los.O que está em questão ali é muito mais do que força e quantidade.São estratégias e acima de tudo a união que os guerreiros devem ter.E união vem refleitda
Engana-se quem ache que "Os Sete Samurais",apesar de todos os debates filosóficos abordados de forma sutil, se trata de um filme complexo,assisti-lo é como uma conversa informal com um amigo,a segurança que os protagonistas passam e o clima de amizade entre eles refletem em uma sensação agradável,chegamos a sofrer quando algum deles corre o risco de morrer.
"Os Sete Samurais" é uma obra que deve ser vista de novo e de novo,em 1960 criou-se o western "Sete Homens e um Destino", uma versão americana de "Os Sete Samurais". Não vale a pena. A obra de Kurosawa é única e deve ser vista como tal.
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